Arquivo para junho \29\UTC 2012

No quilombo

No quilombo há bicicletas coloridas.

Quilombo Machadinha – Quissamã por Helena Cooper

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Mobilidade e distanciamento

Bem, os números estão aí! Não que sejam as coisas mais importantes, mas retratam a barbárie econômica, social e ambiental dos sistemas de transporte das grandes cidades brasileiras (e porque não – já – das pequenas). Solução?? Não! Acredito em soluções. Integração é uma palavra de extrema importância. Integração dos modais de mobilidade urbana (ônibus, bici, metrô, bonde, carroça…), integração economológica (econômica e ecológica, pois o radical Oykos – casa está nos dois), integração da sociedade…
Concordo com essa perspectiva de consciência classista e acredito que uma saída da zona de conforto seria indispenável. Romper determinados medos e prerrogativas ligados ao falso status sustentado pela maioria do povo brasileiro. A ideia de poder que está no transporte privado, o qual sofreu grande influência desse capitalismo primata.

É importante atentar para uma autonomia coletiva, nas microrevoluções interiores que extrapolam nossas mentes, nossos corpos e se transformam e lutas de classes conscientes da mudança necessária. Vivemos numa rede de interdependência. Essa rede tem sido pende para o lado dos carros, quando seus proprietários (ou propensos) recebem subsídios que os encorajam a comprar mais veículos, enchendo as ruas de pessoas em caixas de fósforos metálicas ambulantes, isoladas dos barulhos do mundo em seus ares condicionados portáteis, que são climas artificiais endeuzados. Isolam o contato social mínimos das ruas, onde cruzamos com pessoas a todo momento. Os cheiros das cidades… Qual o cheiro da sua cidade? Dentro do seu carro fechado não se sente.

Enquanto isso, os números estão aí!! Quem paga pela desgraça no trânsito são os usuários do sistema de transporte público. Que contrasenso?? Enquanto as ruas são tomadas por mais carros, cada vez mais, todos os dias, mais pessoas sentem a desgraça imparcial dos benefícios nos cofres públicos de prefeituras que só pensam em lucrar às custas da sociedade. Projeto? Só de infra estrutura. Não existem projetos de cunho estratégico, e se ocorrem, são ínfimos em relação á construção de estádios pra copinhas, alargamento de avenidas, construção de viatutos… Pra quem? Não para as pessoas, mas para os carros. Os carros não movimentam as cidades, as pessoas são o sangue urbano e são elas que carregam nutrientes e curam doenças das urbes.

Suma importância nos localizarmos. Ter senso crítico sobre nossa situação, mas colocar-se no lugar dos outros. Ouvi uma vez: Todo ponto de vista é a vista de um ponto! Se somos vários pontos, precisamos nos transpor para outras situações e tentar ver por outros ângulos, outras luzes e cores, que da nossa perspectiva parecem inexistir, mas estão ali apenas esperando uma oportunidade de atenção. ATENÇÃO!

Ainda acredito no brilho do bom senso. Daqueles que parecem com o sol que surge depois de um dia nublado. Ilumina tudo! É o que falta para os citadinos e cidadãos. Precisamos de bom senso para andar nas ruas, lidar com os problemas urbanos, sociais, políticos, educacionais… E se colocar no lugar do outro, pode trazer lampejos de bom senso. Acredito na mudança. Se ela vem de uma hora pra outra, não sei, até suponho que não, mas ela sempre vem, e que a mobilidade urbana no mundo tende a mudar, isso é mais um processo da rede.

as bicicletas

dia 29 de junho, sexta próxima, na próxima bicicletada, fará 10 anos exatos da primeira bicicletada. sim, 10 anos.

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Tão com desculpa esfarrapada pra destruir mangue. Dinheiro no bolso de quem? Meu é que num é…

Blog de Notícias do Raiar

viaVurto

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Pedalando músicas

Tribo de amor

Caminhava sozinho inicialmente. Uma tranquilidade tomava o corpo, o espírito, a mente coração. Leveza da qual me lembro poucas vezes ter sentido, mas senti.

Como geralmente estamos acompanhados independente de nossa solidão, apareceram os “Algodão-branco”. Pessoas com roupas claras, rasgadas, pela textura, algodão que se desfazia sem compromisso de ser recolocado, costurado. Simplesmente viver o tecido da pele.

Íamos nos olhando, todos seres que miravam a Tribo de Amor localizada à frente. Onde? Não sabíamos exatamente, mas caminhávamos acompanhados de nós mesmos e toda aquela energia que não sabia de onde vinha! Saltos, risos e mais passos.

De repende… Capuzes negros. Se aproximaram de nós e tomaram uma postura de seguir. Isso inquietou, fez-me tomar uma postura defensiva e ofensiva. “Quem são vocês? O que querem? Não machuquem ninguém!” Minha preocupação era com os “Capuz-negro” que escondiam o rosto. Disserram que estavam conosco na caminhada. Senti-me triste. Como pude ser tão preconceituoso? De fato, estavam conosco. Eram seres de luz, mas de outro lugar e que só emitiam a claridade quando necessário. Percebi que precisava me desprender das visões que me limitam a mim como centro (que também somos). “Somos seres de luz, meu irmão!” Fizeram sinal da cruz, nos abraçamos, inclusive o capitão “Algodão” se distanciou um pouco. Depois, chegamos juntos e nos abraçamos na caminhada, como quem é irmão. Éramos irmãos de passos e caminhávamos.

Mais gente se juntava. Pessoas de todas as cores e forças. Sorrisos, olhares, danças… Uma mutidão que sabia tomar um rumo para o bem. Para escolhas e contatos que faziam mundos melhores. Uma deusa pula na minha frente, sorri e dança e pula e sorri. Piscamos os olhos juntos. Quando abro os olhos, estou com um gigante sorriso. Deitado na minha cama. Sentindo que estou junto e me unirei a mais pessoas de luz. Perco o sono! Sem estar cansado ou chateado por isso. Simplesmente recarregado, cheio de energia pra criar, sentir, viver…

Segunda vez que entro nesse caminho dos sonhos. Essa vez fui mais adiante. Espero me encontrar com meus companheiros novamente. Não chegamos onde sentíamos que ia chegar… Por enquanto.

Seria o encontro que reunirá gente desse mundo para um melhor futuro-presente? Senti de vez que a força da Rio+20 e da Cúpula dos Povos é mais que uma reunião de pessoas pela economia, sustentabilidade, cidades melhores, mas na verdade, uma congregação de seres que sentem a mudança chegando. Estarei lá!

Tantos movimentos em nossas cidades. Pessoas se juntando pra o BEM. Gratidão a todos os coletivos, grupos, forças de mudança para um mundo melhor e justo.

Gratidão pelas visões que me chegam nos devaneios.