Arquivo para fevereiro \17\UTC 2014

MANIFESTO DE REPÚDIO À TIPIFICAÇÃO DO CRIME DE TERRORISMO

Que liberdade é essa??

Direitos Urbanos | Recife

Divulgado no Facebook pela Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, em resposta ao uso político da morte do cinegrafista Santiago Andrade em um protesto no Rio de Janeiro e a tentativa de acelerar a tramitação de projetos de lei como o PLS 499/2013 do senador Romero Jucá e o PLS 728/2011 dos senadores Marcelo Crivella e Walter Pinheiro, que instituem uma definição de crime de terrorismo vaga o suficiente para criminalizar movimentos sociais e protestos .

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Pelo presente manifesto, as organizações e movimentos subscritos vêm repudiar as propostas para a tipificação do crime de Terrorismo que estão sendo debatidas no Congresso Nacional, através da comissão mista, com propostas do Senador Romero Jucá e Deputado Miro Teixeira.

Primeiramente, é necessário destacar que tal tipificação surge num momento crítico em relação ao avanço da tutela penal frente aos direitos e garantias conquistados pelos diversos movimentos democráticos.
Nos últimos…

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Marcola e O Globo…

“O GLOBO: – Mas… a solução seria…

– Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.”