Arquivo de outubro \31\UTC 2011

Mulher, ser frágil?

Uma das histórias mais loucas do mundo, incluindo o do surf, é a de Bethany Hamilton, uma fortaleza que foi atacada (2003) por um torpedo chamado tubarão, enquanto surfava com um amigo e uma amiga.

Além de ser linda, a força e tanquilidade que aparenta ter passado pelo episódio são muito encantadoras.

Acho que esse é mais um exemplo que nada vem por acaso em nossas vidas, no momento apropriado e com o peso que podemos carregar. Em alguns momentos não é fácil, mas só precisamos abrir os olhos.

Mulheres são seres magníficos, de sensibilidade a poder… Demais

LINDAS

Pedal’AR’

Mais? na bicicleta

Como assim, “de saco cheio de pedalar”?

Olha o que a galera da General Motors propôs em uma de suas campanhas publicitárias…

O cúmulo do cúmulo!! Sei não, hein!??! É muita cara de pau.

“Em uma nova campanha publicitária, a frase “Reality sucks” acompanha a foto de um ciclista ao lado de um carro e, dentro dele, uma mulher o observa. Qual “realidade” estaria enchendo o saco? Esqueça o tráfego congestionado que poderia estar travando o carro ou a poluição no ar da cidade.  A moça em questão não parece estar estressada. O ciclista é que está envergonhado. Ao lado, a frase: “Pare de pedalar… comece a dirigir”.

A propaganda, veiculada em jornais de universidades dos Estados Unidos, é da General Motors, uma das maiores montadoras automobilísticas do mundo. Propõe descontos especiais para o público universitário na compra do Chevrolet Sonic 2012 ou do 4×4 GMC Sierra 1500. Os estudantes americanos, no entanto, não se sentiram atraídos pela oferta. O anúncio foi reprovado e acusado de tirar um sarro dos ciclistas ou de quem não tem carro.

Além disso, a propaganda vai contra a tendência de aderir à bike como alternativa de transporte em cidades entupidas por carros, poluição e que sofrem com o aumento das emissões de gases do efeito estufa. (Leia mais na reportagem “Se essa rua fosse minha“).

Desde a divulgação, a GM tem recebido inúmeros mensagens em seus canais de comunicação. Vários sites e blogs se mobilizaram para incentivar mais pessoas a fazer isso. Segundo o jornal Los Angeles Times, um porta-voz da montadora se desculpou, afirmando que o anúncio foi desenvolvido junto a universitários e sua  intenção era ser atrevido e bem-humorado, sem ofender ninguém. Os feedbacks estariam sendo ouvidos e considerados para mudar a campanha. “Nós respeitamos os ciclistas e muitos de nós somos ciclistas” disse Tom Henderson.”

Fonte: Página 22

atenção

De onde vem SEU verso?

“Tem mais…”

Caminhando-experimentando-conhecendo

Somos pedestres nascentes! Se prestarmos atenção, nossos primeiros passos foram comemorados pelos nossos pais e torcemos para que filhos, sobrinhos e netos consigam dar seus passinhos rumo a um novo caminho.
O que me deixa feliz, é ver algumas iniciativas como esta, do Matthew Shirts, além do texto intitulado “O inconformismo topográfico”, que colore bastante esse retorno ao “esporte dos poetas”. O que eu chamaria mais de prática dos vivos e sedentos por auto-conhecimento unida a sabedoria de observas as coisas em outro ritmo (mais natural), pois enquanto caminhamos (não por esporte), temos a oportunidade de andarmos em nossos sentimentos e memórias mais escondidas no inconsciente. Então… andamos e paramos de andar… Entramos em carros e enlouquecemos. O que é isso?
Sutil quando os comportamentos para bem-viver acontecem naturalmente. Escolhemos as coisas de maneira mais interior, não é que estejam desconectadas com o contexto de nossas vidas, mas se escolhemos simplesmente porque nos interessa é bem mais, como posso dizer, visceral. Implica que possa não ser por pressões externas apenas dos conceitos, estereótipos, ideologias ou obrigações éticas (estéticas), mas, antes de tudo, por razões mais íntimas, de nossa mente-espírito (sem grandes explicações).
Uma oportunidade de andar na superfície de nossas peles, as tantas que existimos, um universo de crenças, limitações e explosões que somos.
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Abaixo, seguem trechos de sua contribuição para uma revista de São Paulo:
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“As vantagens do automóvel são claras. É o pedestrianismo que precisa ser defendido…Vinha pensando em como promover o chamado esporte ‘dos poetas’ sem parecer antiquado ou convencido.
Vendi o automóvel e comecei a caminhar por São Paulo há alguns anos.
Não foi com o intuito de economizar dinheiro, nem emissões de carbono, tampouco pelo exercício físico, como se poderia pensar, embora sejam ganhos agradáveis da decisão. Não sou nenhum extremista… não aguentava mais ficar preso no trânsito. Sou impaciente. Sofro de faniquito em veículos paralisados. Alguns homens compram BMWs ou Mercedes ou Ferraris ao enfrentar a meia-idade. Eu vendi o Honda.

A certa altura, passei a chamar o conjunto de atividades realizadas sem automóvel de pedestrianismo. Não chega a ser uma ideologia, mas me serve bem como forma de levar a vida. O pedestre, garanto, aprecia mais a cidade. Enxerga todas as curiosidades de perto. Os tipos. As lojas. Os mercadinhos, padarias, bancas, livrarias, locadoras e restaurantes.

Os atos literários associados ao pedestrianismo romântico são pontuados por rebeldia‘, escreve um estudioso. ‘É a busca de um caminho desconhecido, um desvio do ordinário, o inconformismo topográfico.’
De acordo com os cálculos do poeta inglês Samuel Taylor Coleridge,
…William Wordsworth, o maior de todos os românticos, caminhou quase 300.000 quilômetros ao longo da vida. Os escritores americanos Henry David Thoreau e Walt Whitman eram adeptos. … Entre os contemporâneos, Bill Bryson, autor de ‘Uma Caminhada na Floresta’, é dos bons, capaz de passar dias caminhando nas montanhas (o livro é ótimo, diga-se). Sem falar do meu amigo Reinaldo Moraes, responsável pelo festejado romance ‘Pornopopeia‘. Ele já atravessou a pé a cidade de São Paulo em missão da revista National Geographic Brasil. Levou sete dias.
Se você me permite um palpite, esta será uma das principais tendências do futuro próximo: a redescoberta do prazer de andar a pé. Foi por isso, afinal, que descemos das árvores.”
Quer mais?
Andar a pé – David Thoreu

Ancestralidade sem atropelos

Dias de ancestralidade e contato com a lua, com o cosmo, com o uno

A unidade dentro de mim, aquilo que me preenche e me faz transbordar

O sentir do pé batendo na terra e a terra vibrando com esse grande mover

Todas as agonias, incertezas que caminham nos pensamentos foram conduzidos e entregues para a Lua, para ela que com sua grandeza e magia, com sua força e poder, com sua luz que irradia traz cura e é bálsamo para minha alma agonizante.

O entrelaçar das mãos, estendendo a mão ao outro, sentir a troca das partículas, a entrega, a confiança, tudo isso é lindo e melhor importante, e para mim muito sincero

Podemos sim construir uma energia maior que nos leve que nos faça fluir em amor, que nos faça chegar perto do poder dos nossos ancestrais.

Que os espíritos da Terra (força), que os espíritos da Água (tormenta), que os espíritos do Fogo (fogueira sagrada), que os espíritos do Ar (trovões) continuem me enchendo de vida, de paz, de sabedoria, de amor, de conservação dos princípios universais e sagrados.

Salve todas as plantas de poder, reaprendendo a respeitar e reverenciar a marijuana, usando para que ela purifique meus caminhos, meus passos a cada dia. Salve A Planta Sagrada

Salve a Jurema Jureminha, que me trouxe para o caminho de volta , o caminho da minha  descoberta, viajando por dentro de mim mesma afim de descobrir e sentir onde estou colocando energia , redirecionando A energia para onde ela deve ir e estar!

Sem dispersão da força cósmica, sem que o  fluxo de mim mesma se perca em tantos outros eus.

Agora sim entendo o fluxo, entendo  o que ele representa e que comanda minha vida, que a Lua, o Pai Sol irão e estão me guiando nessa trilha, e o fluir é viver o inevitável, viver aquilo que foi designado, que os Astros Reis liberaram para mim.

Sem agonias, sem atropelos, sem acelerar os ritmos, sem o sofrer pelo que não se sabe, pois a Lua que está no Céu e é Grandiosa já conhece tudo que une o sagrado, aquilo que já está separado para essa existência.

Gratidão, Louise Branco