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Atchim!! Saúde! Pra quem?

Natal, Parnamirim, diversos lugares, o sistema público de saúde está doente. Não diria que o particular fosse melhor! É uma afronta ao bolso e à ética no cuidado com as pessoas. Não está as melhores maravilhas, quando pessoas que pagam e, teoricamente deveriam ter seus direitos de atendimento, têm problemas com realização de exames, cirurgias e uma sorte de causos.
Mas vamos ao que interessa! A saúde de iniciativa pública. Não, não é novidade que está doente. Espirra, tosse e esporra nos que precisam de um atendimento, no mínimo, humanizado. E não digo humanizado, no sentido de estrutura física. Esse é outro papo. Humanizar, creio eu, vem de reconhecer no outro, aquele que está precisando de ajuda médica, a vida. Somente isso.
Se faltam remédios, se os hospitais estão super lotados, ou a estrutura não é das melhores, no mínimo, alguns dos DOUTORES e DOUTORAS (minhas ressalvas contra essa expressão)têm se mostrado deveras despreparad@s para lidar com as pessoas. Sim! Somos vistos como pedaços de carne que entram em um consultório com o BUREAU do conhecimento mecânico do corpo humano e começam a nos metralhar seus problemas pessoais. Ranger os dentes e pedir para que ele não te sacaneie com uma droga que vai te deixar maluco é o mínimo que podes fazer. Diante da fragilidade de quem está do lado de cá, o descaso da expressão do tipo por parte dos que têm deuses nas barrigas: AH! Vai doer mais! É isso mesmo!
Pasmo, rangia os dentes de raiva e olhava com ódio e pena daquele ser que se acha o dono da saúde das pessoas. Mal olha para nós. Não nos diz a droga (sim, droga) que vai “receitar” (somos bolos de carne), usa de deboche e comenta com a enfermeira num tom sacana (safado e filho da puta) que ela dê um “16 14 sei lá o quê”! Um código, que acredito eu, fosse para a agulha mais grossa que existisse naquele açougue, onde as pessoas com dor são tratadas quase como merda de diarréia! Nesse momento, a primeira infermeira ainda questiona: É, doutor? Aí eu retruco! Depois de sacar a cara de sacana do DOUTORZIN, tinha que retrucar, me posicionar ou explodiria mais adiante. “Cuidado com o que tu vai dar pra ela, rapaz! Cuidado!” Dessa vez, os olhos foram de ameaça mesmo! Raiva diante do descaso daquele merda que deveria estar em situação de cuidador das pessoas, não de seu carrasco.
Não sei se por sorte, mas a segunda enfermeira foi mais gentil. Embora da corja e sabendo da sacanagem do doutorzin de merda, foi mais atenciosa, acredito que por causa de nossas pequenas falas sobre dores e tudo o mais. Sangue brotando das veias da pequena, compadecimento da enfermeira e um menos mal atendimento. Não esqueço o nome dela, mas não vem ao caso citar.
O importante aqui, diante de tanto descaso, dos tantos descasos, é o significado da palavra HUMANIZAÇÃO e FRAGILIDADE. Pessoas em situação frágil precisam de uma atenção diferenciada. Com todos não dá pra ser, médico também é gente… Eu bem o sei, e concordo, mas eles precisam mesmo é ser mais PACIENTES. Se coloquem nos lugares de quem está a frente. Acho que falta se colocar no lugar do outro, já que ser o outro não dá.
Não serei paciente com gente desse tipo. A paciência busca um lugar pra se deitar, mas se cutucam ela, não tem como deixa-la quieta.

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Limites

Onde se separam a arte e o esporte?

Quando o 1 se distingue do 2?

Onde e quando a curva se junta com a reta?

Quando a sa´de se desvincula da sanidade?

Onde est´ o limite da m´sica em volume baixo?

Existem limites? As linhas existem porque as vemos, n´s as criamos e nos separamos do que est´ ao nosso redor, imediatamente dentro de n´s. Quando palavras deixam de existir por parecer faltar algo?

Falta, de fato?

A onda nos ´, o asfalto sou eu e ´voc^.

Ladeiras viram subidas e nos deitamos nos rios.

Pedalamos, respiramos, sentimos tudo que somos sem dintinç~es, simplesmente sendo o tudo que nos envolve sem limite. At´onde a bicicleta n~o sou eu? O que nos separa?

Sejamos e n~o sejamos os limites de n´s mesmos.

Sem limites, ilimite-se.

O tempo e a educação modificam a gente

43 pessoas

Desejar bom dia é difícil? Não por cumprimentar apenas, ato “maquinado”, automático,  mas desejando com suas tripas que o outro tenha um bom dia.  Esse acho que é difícil…

Alguns momentos não lembramos nem de nós em nosso egoísmo. Que paradoxo! Seria apenas a ocasião dos olhos do coração fechados? Quando necessitamos algo, ajuda em termos de saúde, apoio, carinho, uma palavra, esquecemos que enfrentaremos – num sentido de estar em frente de – o nós. Acontece entre o eu e o aquele do qual estou precisando. Mas o outro precisa de nós para ser também, para saber de seu potencial de ajuda.

Imaginem um posto de saúde onde todos que precisam de ajuda, atendimento médico e cuidado, talvez pela enfermidade, esqueça que o outro vai atender. Tá! Mas imagina que uma pessoa o dia todo, ali, ajudando, não recebe um bom dia, um boa tarde, ou apenas um olhar de compreensão por trabalhar em condições nada favoráveis, mas ali está…

Que o diga, D. Eleonora! Personagem de uma história de 44 pessoas, contando com ela. Depois de 42 pessoas passando por suas mãos, apenas o 43º lhe deseja um bom dia de chegada. Ela assume: “Você acredita que é o primeiro a desejar bom dia hoje?” Eram 11 horas, e ninguém sequer se importa, ou se conecta com o outro quando precisa. E continua: “É assim todo dia e todo o dia!”. Isso ocorre todos os dias com milhões de invisíveis que passam ao nosso lado. Observamos as pessoas passarem, mas simplismente passarem, como uma coisa, um corpo a mais a passar. Não há necessidade de colapsar a exitência e fazer reverência a tudo e todos, mas o fato de saber que se é mais um, tanto quanto outros.

O número de pessoas não importa, o relato de D. Eleonora tampouco, mas o fato é…

O bom dia que sai de sua boca, sai de sua alma? É um desejo de bom dia, ou mais um automação social que foi institucionalizada?