Arquivo de março \31\UTC 2012

Aprender a só ser

Anonymatotal

Poda ou assassinato

Essa poda foi realizada numas 8 árvores conhecidas como “sombreiro” que ficam na Rua Industrial João Motta, em Capim Macio, na esquina que dá pra vizualizar o Parque de Capim Macio.

Conversando com uma amiga que ficou indignada, ela comentou que um amigo ouviu a motosserra trabalhando por três dias seguidos em um horário bem inapropriado (cedinho). Esse amigo denunciou para algum IDEMA ou setor da Prefeitura, mas comentou que nada foi feito.

Quando isso acontecer, não fique de braços cruzados, mobilize uma seus amigos que lutam em prol de uma cidade com sombra, temperaturas amenas e de natureza urbana. Aqueles que admiram e amam o que as árvores podem nos passar. Vamos mobilizar, nos abraçar, denunciar em conjunto, atrair atenção de mídia, órgãos públicos e quem mais puder. Ação pra não permitir esse tipo de destruição.

Poda mal realizadaé crime ambiental e prevê pena de detenção!

Não vamos permitir que mais árvores sejam loucamente podadas ou cortadas.

Lei antibaixaria?

Na Bahia tão lançando a Lei antibaixaria, mas…

… num já tem um projeto de lei parecido? A lei da Ficha limpa não seria uma lei antibaixaria?

Feliz pra cachorro

A vida rodando o mundo.

“Quero ver quem vai me impedir de sorrir?”

E agora José?

Cada um pode mostrar seu potencial! Enquanto houver cobranças e deboches, as liberdades estarão presas aos anseios alheios.

A surpresa vem com a diferença! Do coração, da mente, do ego que se reluta em reconhecer para dissipar. E não é apenas lançar flechas nos outros. Vindo de perto, de longe, não interessa de onde, o novvo vem para transformar e simboliza novas visões do que está envolvendo os corpos.

Fogueiras a exorcizar sentimentos, apenas escutando o estalar dos corpos que ali já estão! Atentar para essa simplicidade: a transformação do fogo, a fluidez da água, a leveza do vento e o peso e destino que é a terra, para onde todos os semelhantes vão.

Para que limitar as danças, se o tempo se dissolve nela? Expressão, dançar, viajar a outros mundos. Sim, isso é possível, mas depende de aprovações (¿), olhares, palavras, atitudes, onde tudo tem poder¿ “… De que valem os dreads, se as palavras são em vão¿” Cabelos abastecidos de paz e crenças de bem, mas também de venenos, verdades e mentiras. As vozes cantam pequenices de uma vida tão vasta.

Diante da espiritualidade e dos processos, o respeito, esquecido no fundo dos discursos de liberdade, surrealismos e amor auferidos. Vozes que cobram quando “temos nosso próprio tempo” e “cada um tem o seu momento”. Canta-se à vida quando se sente à vontade e conectado. Qual seria a melhor maneira de se integrar? Barganhando vozes com desdém?

O silêncio é importante e perigoso. As palavras têm poder e surgem como chamas que queimam, ondas que derrubam, furacões e sementes nunca plantadas. Viva às infinitas possibilidades de aprendizado e atenção para desfrutar a vida no momento que ela surgir.

A imperfeição dá lugar ao novo e ao incompleto.

Megalomanias dos New Reef

Pessoas,
trago esse assunto para mostrar que ainda existe um comportamento de cuidado dos habitantes para o bem das cidades. Em uma diferente escala, elas são nossas casas, extensões de nossas memórias.

Isso é relação pessoa ambiente e despertar, ressurgência de uma cidade saudável do ponto de vista socioambiental (a danada da sustentabilidade). Vamos pensar um pouco! Se aproximadamente 80% das pessoas vivem nas cidades, precisamos, no mínimo atentar para a qualidade delas. Cuidar dessa nossa roupa ou camada em todos os aspectos. Continuemos PREservando e CONservando as matas, mas a cidades são onde vive muitas espécies, dentre elas, os humanos (que nem são tão humanos assim).

Precisamos fazer com que a cidade continue se movendo (nesse caso, não é a mobilidade urbana, mas ao comportamento ameboide de regiões das cidades), e projetos parecidos com o Novo Recife inviabilizam esse movimento envolvente de diversas partes de um complexo sistema funcional. As ruas precisam ser ocupadas para que estejam seguras. Não precisamos de torres de quarenta andares para desfrutarmos a beleza das ruas! Como o vento passaria?! Como as pessoas que não estão nas torres verão o Rio? O rio é alma líquida que corre do lado do cais e precisa ser reconsiderado como veia da cidade, não esquecido e escondido.

Três mega empresas do ramo da construção (Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL) e o setor público (Prefeitura do Recife, IPHAN – de Brasília?) não sabem que um projeto “mágico”  macaqueará uma área do centro da cidade do Recife! Só mexe com um bocado de coisa de patrimônio socioambiental, cultural (material e imaterial, pois mexe no imaginário de quem vive a cidade), econômico (ou deseconômico), mas o que importa é a COPA e o dinheiro no bolso. Balança minhas expectativas de uma cidade bonita. Mexe contigo? Imagina 20, 40, 100 anos na frente (se existe gente que acredita que o mundo não vai acabar). Não veremos o céu das cidades! Ficaremos com torcicolos de olhar pra cima.

Concretizar um projeto desse pode não ser acabar o mundo, mas destruir uma cidade. Para mim, não presta serviços positivos integralmente, mas é uma desconstrução negativa com bônus parcial, para poucos.

Bom que as pessoas estão em cima. Vamos propor projetos envolvendo a população e suas necessidades, integração da mobilidade, centros culturais a céu aberto, parques com muitas árvores (as cidades precisam respirar), pessoas nas ruas. Requisitar sistemas de transportes que dependam menos do carro, construir a cidade numa perspectiva ecológica, sabendo que economia, ecologia e pessoas fazem parte de um contínuum de interações diretas, mas sutil.

O Recife não pode ser destruído!