Arquivo para maio \21\UTC 2012

Economia para os economistas

Esses economistas…

Se você tem uma coisa que tá acabando, o que faz?
a- Economiza
b- Gasta

Pela teoria, devia-se usar menos para alguns poucos usos futuros, né??
Raciocínio lógico de economia domiciliar (a terra seria uma espécie de casa, não?), de mercado, e por aí, vai… mas dá-se subsídios pra usar mais um recurso que já está em vias de ser consumido até o fim. É muito contrasenso. Isso não é deseconomia?

Enquanto isso, a energia que vem do vento, do sol, que são muito mais baratas, disponíveis (alguma coisa relacionada a lei da oferta e da procura), não recebem apoio financeiro. Por que será? Interesses que não são mais excusos, estão na cara. Só é segredo para quem quer, ou se faz de ignorante. Os grandes do petróleo: indústria automobilística, petrolíferas, governos… todos querem mamar no seio da terra e se esquecem do futuro.

Sem falar no mal que é consequência do uso do petróleo. Aquecimento global não é apenas um argumento, mas um fato. Podemos discutir, mas… Seja por conta de nosso estilo de vida, combustíveis fósseis, ou não, sabe-se que o planeta está aquecendo. Eu, particularmente, acredito que influenciamos, e muito, o clima de nossa nave-casa. Tanto pela queima de combustíveis fósseis, quanto pelo desflorestamento por aumento de fronteira agrícola, consumo de madeira nobre da floresta amazônica, mata atlântica, caatinga e cerrado.

Não defendo o uso indiscriminado, mas que ele possa (como recurso) ser gerido de uma maneira mais inteligente, viável e sustentável em todos os aspectos possíveis.

Cartoons Michael Kountouris

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Um Zé na América

No último dia 15, o Movimento 15 de Maio, também conhecido como Indignados ou Revolução Espanhola, completou um ano de saída as ruas. Nesta data, no ano passado, centenas de milhares de pessoas saíram as ruas em 58 cidades espanholas em razão as medidas políticas governamentais que criaram uma crise sócio-econômica, enquanto, garantem crescimento aos bancos e grandes corporações.

O M-15 (sigla do Movimento Espanhol) está associado com o portal ¡Democracia Real Ya!com o livro Indignai-vos!, de Stéphane Hessel, a Primavera Árabe, movimento popular no Oriente Médio, e posterior movimento global Occupy.

No último sábado, dia 12 de Maio, centenas de milhares de pessoas saíram as ruas para comemorar um ano do Movimento 15 de Maio. Isso aconteceu em 60 cidades na Espanha e 50 países do Mundo! A situação atual na Espanha está complicada para os jovens, em que, 50% destes estão sem empregos. 340.000 famílias…

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Enquanto uns choram, outros vendem lenço

Ninguém chorou literalmente, mas a sociedade quase perde.

Na noite de 16/05 (ontem), um movimento de atores da sociedade civil (estudantes, trabalhadores…) se organizou para um ato contra o aumento das passagens de ônibus e em prol da melhoria do transporte público em Natal ao lado do Midway mall. A REVOLTA DO BUSÃO.

Inicialmente, fiquei intrigado com a presença do policiamento. Homens armados, com cachorros e viaturas estavam presentes, realizando a ¨segurança¨ e para manter a ¨ordem¨. Felizmente, nenhuma participação ostensiva dessa categoria foi realmente necessária.

O mais triste foi um grupo que chegou com uma postura muito arbritrária e mal politizada, no sentido de ação Política ou ato Político (P – maiúsculo). Eles queriam mesmo, era promover o atual partido político que está na prefeitura de Natal e uma prefeita que tem descrédito com a população já faz algum tempo. Tentaram desligitimizar o engajamento das pessoas que estavam ali para requerer melhores condições de mobilidade e baixa nos preços dos ônibus.

Mas peraí…

 

Os do contra e os a favor

Meu velho tio, vendo filme de bang-bang, chamava os ¨bonzinhos¨ de os ¨a favor¨, e os ¨forasteiros¨ de ¨os do contra¨.

Tá, mas o que isso tem a ver?

Ali, naquele quiprocó que se arrumou, um movimento onde todos unidos deveriam gritar juntos, existiu uma separação. Alguns manifestantes estavam com faixas de apoio à prefeita Micarla de Souza e começaram a assumir uma postura de repúdio aos estudantes (principalmente). Chamo esses que estavam do lado da prefeita, de os ¨a favor¨. Eles estavam lá para fazer defesa à prefeita, em favor da manutenção de uma gestão pública irresponsável em diversas instâncias, para quebrar o movimento, desunir pessoas, e quase conseguiram. Quase!! Disseram que se os estudantes eram contra Micarla, estavam a favor do aumento das passagens (pasmemos) e que eram comprados por empresários (HEIN?). Uma estupidez das maiores que já vi! Nunca vi um ato político tomar esse rumo. Será que é a primeira vez no mundo?

A partir do momento que existiu essa postura pró-prefeita por parte de seus comissionados (segundo alguns testemunhos), houve uma resposta do outro grupo: os do contra, pessoas que estavam ali com propósito genuíno de reclamar melhoria da qualidade de vida urbana, nesse caso, dos transportes. Retomou-se o movimento FORA MICARLA! Ele estava adormecido, ou acontecendo na microescala pessoal, mas latente aguardando o momento de reclamar uma cidade com transporte justo. Essa era a oportunidade e foi catalizada pelos comissionados da prefeitura.

Confesso que no começo fui de encontro ao grito do fora Micarla, não que goste desta gestão, mas acreditava que o ato poderia tomar outro rumo, e tomou… Tentei unir as partes, mas percebi que uma delas era mais intransigente, tinha tomado uma postura ofensiva e caluniosa, e não era desse lado que eu queria ficar. Se não pode uni-los, junte-se àqueles que tem uma proposta coerente.

Resultado!!! FORA MICARLA!!!!!

Os do contra, que são contra cidades onde seus moradores sofram com roubos aos cofres públicos, mas preferem um ambiente saudável e justo em aspectos econômicos, sociais e ecológicos era onde eu me via, onde o engajamento estava desvinculado de politicagem barata, mas embebido de indignação social e com a proposta Política de repúdio ao aumento de passagens, melhoria na qualidade de transporte urbano e, não esqueçamos, FORA MICARLAAAAAAA!!!

O grupo coerente permaneceu unido, com palavras de ordem, faixas, apitos, alegria e exigências condizentes com a qualidade de vida urbana. Que as pessoas se engajem em movimentos sociais para modificar o panorama de corrupção e descaso com a sociedade.

Não ao aumento na tarifa de ônibus, estratégias inteligente para o transporte público integrado e fora Micarla!

Que nossas cidades estejam cada vez melhores.

Turismo precisa de florestas

Desconstruindo a cidade

Direitos Urbanos | Recife

recife, 13 de maio de 2012.

à folha de são paulo,

foi com surpresa que recebi a matéria “revitalização de cais na foz do capibaribe vira impasse em recife”, de fabio guibu, publicada hoje na folha.com. abstenho-me dos comentários sobre o posicionamento ideológico explicitado na matéria (primeiro aspecto dessa surpresa), para me ater aos equívocos na informação objetiva (segundo aspecto) e fazer algumas correções essenciais.
na ordem em que aparecem no texto:

1. o “novo recife” não é um projeto de revitalização do centro como foi insistentemente apresentado na matéria da folha, é um empreendimento imobiliário, que promete sim dinamizar economicamente a área, aumentar o número de empregos, impostos, carros nas ruas do centro, esgoto no estuário, mas que absolutamente não toma o centro da cidade como referência, ao contrário, dá para ele as costas conectando-se muito mais diretamente com o shopping rio-mar, construído sobre o mangue na outra…

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Carro ou bici?

O danado é que ainda se perguntam…