Arquivo de julho \10\UTC 2012

Limites

Onde se separam a arte e o esporte?

Quando o 1 se distingue do 2?

Onde e quando a curva se junta com a reta?

Quando a sa´de se desvincula da sanidade?

Onde est´ o limite da m´sica em volume baixo?

Existem limites? As linhas existem porque as vemos, n´s as criamos e nos separamos do que est´ ao nosso redor, imediatamente dentro de n´s. Quando palavras deixam de existir por parecer faltar algo?

Falta, de fato?

A onda nos ´, o asfalto sou eu e ´voc^.

Ladeiras viram subidas e nos deitamos nos rios.

Pedalamos, respiramos, sentimos tudo que somos sem dintinç~es, simplesmente sendo o tudo que nos envolve sem limite. At´onde a bicicleta n~o sou eu? O que nos separa?

Sejamos e n~o sejamos os limites de n´s mesmos.

Sem limites, ilimite-se.

Imagine a cena: artesãos hippies sendo reprimidos na Feira Hippie de BH.. difícil de acreditar? A incoerência fala por si mesma e merece reflexão por parte da sociedade.

Começamos o dia com os “panos” virados para a parede em protesto à repressão, mas ao longo da manhã os populares que frequentam a “Feira Hippie”, indignados com a imposição da prefeitura, tiveram a digna atitude de desvirarem os panos, legitimando nossa presença.

Após algum tempo,  a fiscalização da PBH aparece e exige que os artesãos voltem a esconder os artesanatos, virando os panos para a parede. Os artesãos se negam e a população se junta a eles no protesto, questionando o fiscal e seus argumentos. Afinal, qual a ilegalidade em se expor arte no espaço público? Se ninguém ali estava comercializando, onde está o crime? Não seria essa imposição uma clara tentativa de coação e censura?

Art. 5º, IX da C.F.:…

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Injustiça e irresponsabilidade social

Copa de 2014, cidade de Natal-RN e como órgãos públicos e demais (ditas) autoridades lidam com descaso. Descaso com pessoas que estão enraizadas em determinados locais e terão que sair de suas casas. Como assim? As obras de (des)mobilidade urbana, aquelas típicas, cheias de artifícios voltados para a infra-estrutura apenas.

Quanto investimento seria necessário para reestruturar estratégias de mobilidade? Provavelmente menos do que o que será roubado para construir autopista para quem? Para carros, as cidades precisam ser construídas para as pessoas. Essa é uma estratégia presente em diversos países, com programas que caminham para cidades mais sustentáveis em diversos aspectos, sem impedir o danado do desenvolvimento. Não precisamos de mais ruas e avenidas pra carros à custa de desapropriação, poluição urbana, derrubada de árvores e transtornos. São necessários investimentos em sistemas de transporte urbano mais eficientes economica e ecologicamente, socialmente inclusivo e integrando diversos modais (ônibus, metrô, VLT, .

Elas, até agora, não tiveram esclarecimentos sobre o processo de desapropriação que poderão passar no futuro. Um verdadeiro nojo que o governo do estado, a prefeitura da cidade e as secretarias envolvidas.

Dêem uma olhadela nos dois links abaixo e vejam um documentários dos alunos de Comunicação da UFRN.

http://apublica.org/2012/07/audiencia-publica-em-natal-nao-resolve-problema-dos-atropelados-pela-copa/

http://apublica.org/2012/06/os-atropelados-pela-copa/

Você que está aí parado (no engarrafamento), saia do carro e vem pro nosso lado. Se liga que mais ruas construídas de forma injusta e irresponsável podem te afetar também direta ou inderetamente…

Lançar-se

Lançar no mar e ser onda,

Energia porta-vidas

subindo e descendo nas cristas

momentos de encantamento e sumiço

não ser

ser sem saber.

Cores que de onde?

Uma água salgada que pega fogo laranja

e refletindo o sol, o mar é quente.

Um arco baleno de todas as cores com nuvens,

uma sopa de vida corre em meu corpo

e eu deslizo.

Sentindo o vento e o cheiro salgados

sou sal, sol sal, sou água e fogo do astro

Sair?

Os pés cantando curvas, corpo no ar sem medo

de todas as direções por garantia.

Minhas barbatanas se reabrem e sou peixe.

Vida marinha que se desmancha

onda que bate na areia.