Arquivo de julho \31\UTC 2013

Belo Monte de M…

Ibama: consórcio não cumpre condicionantes de Belo Monte

((o))eco
30 de Julho de 2013
Obras da hidrelétrica Belo Monte. Imagem tirada em dezembro de 2011. Foto: Divulgação.

O Ibama publicou um novo relatório informando que apenas 4 das 23 condicionantes impostas para a obtenção da licença de Belo Monte foram atendidas. O não cumprimento das condicionantes pode resultar em atraso na concessão da próxima licença ambiental da usina, referente ao enchimento do reservatório.

O relatório foi publicado no site do Ibama na última quinta-feira (25). São 132 páginas onde os técnicos do órgão ambiental analisam o relatório sobre o cumprimento do Plano Básico Ambiental (PBA) que o Consórcio Norte Energia (construtora da usina) entregou em 30 de janeiro. “Como resultado da análise dos relatórios e outros documentos encaminhados pela Norte Energia (…) fica claro o descompasso entre as obras de construção da UHE Belo Monte e a implementação das medidas mitigadoras e compensatórias, fato agravado pelas contínuas mudanças na gestão da Norte Energia. Torna-se evidente que tal descompasso poderá se refletir em atraso na emissão da Licença de Operação para o empreendimento, e consequente enchimento dos reservatórios”, afirma o relatório.

O Ibama não detalhou quando o empreendimento será notificado e se receberá multa. No ano passado, o consórcio foi multado em 7 bilhões por atraso  na implementação das condicionantes.

Em nota, o Consórcio respondeu que, desde que o relatório foi entregue, no começo do ano, “várias ações já foram executadas de maneira a atender às exigências do órgão”. E que obras de saneamento em Altamira e construção do hospital Mutirão, na mesma cidade, já foram iniciadas. “Entre essas ações estão obras de escolas, de Unidades Básicas de Saúde e de postos odontológicos e iniciativas de capacitação voltadas para diversos públicos como dirigentes municipais e, ainda, a continuidade nos atendimentos a migrantes. Vale destacar a aquisição de glebas para os programas de reassentamento urbano coletivo em Altamira, com o início subsequente da construção das 4.100 casas previstas para esses novos bairros. A construção de 2.500 casas na Vila dos Trabalhadores também ocorre normalmente”.

A nota conclui que a ação de dar andamento aos projetos demonstra que a empresa trabalha para manter todos os projetos em execução e dentro dos cronogramas preestabelecidos.

Só com capacete?

Bem, aqui vai um pequeno desabafo e um alívio para o cotidiano pedalado.

Quando estou com capacete, as pessoas respeitam mais minha situação de ciclista urbano. Talvez seja uma maneira de me visualizarem mais fácil, ou ainda uma perspectiva de responsabilidade que o uso do equipamento passa (como o uso do cinto de segurança ou do capacete na moto, sabe?). Talvez um estereótipo de ciclista. Não sei, mas isso eu notei.

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Ônibus, carros, motos, vans, a maioria respeitam e não dão fechadas perigosas, imprensadas, ao contrário, buzinam avisando que viram, ou depois de ver meu dedão levantado e agradecendo antes mesmo de eles chegarem perto. Tenho tido espaço!

O capacete é importante, reconheço, não apenas para a visualização, mas para a proteção da cachola. Entretanto, convivemos com milhares de pessoas que não o usam. É preciso considerar todos os ciclistas, estejam eles com ou sem capacete. A cultura do uso do capacete precisa estar subjacente ao princípio do respeito e da proteção aos menores do trânsito.

Fica minha impressão

Ordens e desordens urbanas

A favor da mobilidade!

É proibido pisar na grama e cortam árvores nas cidades!

Um ciclista pedalando numa avenida atrapalha, enquanto vinte mil carros não!

São algumas lógicas que me fazem pensar um pouco. Visto pelos princípios que essas premissas desencadeiam, percebe-se que vivemos em uma cidade contraditória, que não privilegia a qualidade de vida das pessoas. Pedalando pela cidade, vejo placas que informam que pisar na grama é proibido. Peguei-me a pensar nessa regra tão ingênua (a priori) de proteção de uma área verde para que as plantinhas não sofram ou que o jardim continue “lindo”.

Fiquei intrigado, realmente intrigado! Dois quarteirões à frente vejo quatro árvores que foram cortadas até o caule principal.

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Mas imaginem… O que isso tem a ver com a mobilidade? Tudo. As árvores privilegiam o ambiente com suas sombras, e cá pra nós, uma sombrinha em Natal é interessante, diga-se de passagem. Esse é apenas um benefício para quem anda…

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Gandhi frase

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O eco

Para proteger os porcos, os cães

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Uma provocação sobre o “despertar” do gigante (?)

Interessante a visão que alguns jovens têm sobre essas manifestações e a participação de partidos políticos. Alguns entrevistados na matéria do Mercado Ético (cedida pela Envolverde/IPS), não sou de partido político nenhum, mas como sempre existem pessoas que discordam, e espero que isso seja respeitado, como não foi no movimento maior pela mudança de paradigma, para uma melhor governância do território “Brasil”.

Discordo um pouco dessa abordagem “apolítica”. Estamos confundindo bastante o APOLITISMO com APARTIDARISMO. Todo ato é um ato político com consequências na sociedade, cada jovem apartidário que participou do movimento apresenta uma abordagem política, que pode ser muito fraca, forte e, entre outros, uma verdadeira despolitização. Alguns estavam ali para “mudar o Brasil”. Como assim? Mudar como? Quais suas bandeiras? Vamos derrubar a corrupção? Como? É mais do que um Fora Collor ou Diretas já.

O povo mostrou (e não ACORDOU, pois vi muito filhinho de papai, classe média, assistindo ao jogo no dia seguinte) que tem número, indignação. Nesse sentido, o movimento é extremamente válido, mas muitos se encontravam perdidos na mutidão, como se estivessem num carnaval fora de época.

Essa história de não participação de partido político lembra uma tal ditadura, fascismo. Os partidos foram importantes para a modificação do país no passado e precisam, no mínimo, ser considerados, não apadrinhar o movimento. Confesso que no começo também concordava com esse apartidarismo, até porque alguns realmente se aproveitam da manifestação popular, mas depois das idiotices que ouvi de um movimento que contou basicamente com classe média lutando por poder e uma boa maioria sem argumentos válidos de luta… Boa parte desse pessoal nem sequer vai a uma plenária (nem sabe o que é isso) para deliberar as diretrizes de uma ato. Na plenária de algumas cidades foi decidida a participação de partidos políticos. Chegando na manifestação, playboyzinhos encapuzados começam a insuflar confusão, dizer que vai pegar bandeira, vai queimar… Isso é tirania, esse é o vandalismo que os partidários no poder fazem. Precisa ser rechaçado!

Vi poucas comunidades em favelas do Rio e outras cidades participarem e levantarem suas bandeiras. Se esse povo das comunidades mais carentes se jogasse nas ruas, o caldo dessa sopa seria muito mais válido. Pois eles têm reivindicações mais sinceras e urgentes. Segurança de fato, que parte de uma plataforma de educação condizente com a necessária por jovens semianalfabetos. Então, mais escolas, que retratem o contexto local e aceitem a participação dos pais com maior veemência. Um projeto de saúde que contemple o atendimento sem necessidade de plano de saúde, que recebem muito apoio do governo. Seja por mais unidades de saúde ou por uma política de humanização. O dinheiro do povo precisa ser revertido para o povo, portanto, participação em voto nas decisões das câmaras, senados, parlamentos em geral. Cultura local reconhecida e não esquecida, conhecimento tradicional considerado ouro. Menos impostos para nós, menores salários para os politiqueiros de merda (participação nas câmaras), por que não podemos votar isso!?!? Saneamento, integração do planejamento urbano… Isso são bandeiras que essas pessoas nem se tocam… Pelo fim da corrupção!!??! Como?!

E o movimento dessa magnitude não é pelo Brasil, mas por um território em meio ao globo. É um símbolo para o mundo! Vamos extrapolar esse ufanismo insensato e perceber que estamos conectados com outras sociedades.
No mais, mostramos aos governantes partidários (muitos politiqueiros que merda) que o povo está indignado, por mais que tenha sido a expressão de uma parte do povo.
O gigante acordou!! Pode até ser, mas ainda está deitado de olhos abertos e cobertinho. É preciso que ele se levante e lute de verdade.

Grato pelo espaço!