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9 meses de aprendizado intenso

Após nove meses do nascimento da pequena, vejo que aprendi muito, intensamente em diversos aspectos.
Uma primeira reflexão: Por mais que a posição seja exatamente a mesma, o tombo sempre é diferente. Com Diana, é assim. Mas isso transpassa o aspecto corporal. Mesmo estando em contextos já vividos, os aprendizados, as quedas e recomeços são completamente distintos. Sinto que se enche de oportunidades de vivências. Isso é fantástico.
A perspectiva do tempo é outra. O tempo e o espaço muda. Tudo fica rápido e demorado ao mesmo tempo. Como pequenina pode ser tão grandiosa?

A vivência muda com um ar de paixão a mais, uns ensaios de loucura e infância que se misturam com lágrimas nos olhos e os momentos grudam na pele. Diana me olha, faz-me rir, ri comigo. Minha professora da vida, nova dimensão da existência pequena que sou.

Minha filha me olha, ela me reconhece. Quanta responsabilidade em ser pai. E não é em cuidar, criar, pagar, mas o que passo de minhas impressões. Quanta responsabilidade. Minha esponjinha segue desafiando gravidade, autoridade e compreensão. Mandar-obedecer, conversar-compreender. As coisas se misturam e vemos na conversa uma ordem, damos ordens e somos compreendidos. Quanto desafio ver o desabrochar de um ser sem tanto limitar. Ela tem vontades, vê novidades. É uma pessoinha mesmo e começa a encantar conscientemente nossa casa. Ela sabe o que faz. Quem diria, eu dizer isso, mas ela já sabe o que nos faz sorrir, onde pegar e como. Dá bronca nas bonecas e a nova, nina as amiguinhas dela. Ela cresce e só tenho a agradecer por todos os dias que passaram e os que vem.

Tudo isso, partindo de 1+1=3.

Minhas duas guerreiras ensinam muito. Minha companheira e minha pequena. São nove meses de aprendizados intensos, engraçados e angustiantes.
Amor de onde vier.

Bom.

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E…

Olhos cerrados!

Lágrimas e um sentimento que nunca

A lua, já sumida, molhav com sua luz minha noite

a fogueira de vozes que me fazia realizar a vida defícil que transformamos

ser lagoa com pés que dançam ao redor

e vozes que me cantam não sei de onte.

 

À distância, via minha companheira e criança

seres que amo desde já

Anel?

somos.

Os deuses abençoam o que hemos de encontrar

a vagar prum lar que encontraremos

e somos.

 

Feliz, temeroso, novidades, Jurubeba, Amanda, digna de ser amada, e é.

José

Atchim!! Saúde! Pra quem?

Natal, Parnamirim, diversos lugares, o sistema público de saúde está doente. Não diria que o particular fosse melhor! É uma afronta ao bolso e à ética no cuidado com as pessoas. Não está as melhores maravilhas, quando pessoas que pagam e, teoricamente deveriam ter seus direitos de atendimento, têm problemas com realização de exames, cirurgias e uma sorte de causos.
Mas vamos ao que interessa! A saúde de iniciativa pública. Não, não é novidade que está doente. Espirra, tosse e esporra nos que precisam de um atendimento, no mínimo, humanizado. E não digo humanizado, no sentido de estrutura física. Esse é outro papo. Humanizar, creio eu, vem de reconhecer no outro, aquele que está precisando de ajuda médica, a vida. Somente isso.
Se faltam remédios, se os hospitais estão super lotados, ou a estrutura não é das melhores, no mínimo, alguns dos DOUTORES e DOUTORAS (minhas ressalvas contra essa expressão)têm se mostrado deveras despreparad@s para lidar com as pessoas. Sim! Somos vistos como pedaços de carne que entram em um consultório com o BUREAU do conhecimento mecânico do corpo humano e começam a nos metralhar seus problemas pessoais. Ranger os dentes e pedir para que ele não te sacaneie com uma droga que vai te deixar maluco é o mínimo que podes fazer. Diante da fragilidade de quem está do lado de cá, o descaso da expressão do tipo por parte dos que têm deuses nas barrigas: AH! Vai doer mais! É isso mesmo!
Pasmo, rangia os dentes de raiva e olhava com ódio e pena daquele ser que se acha o dono da saúde das pessoas. Mal olha para nós. Não nos diz a droga (sim, droga) que vai “receitar” (somos bolos de carne), usa de deboche e comenta com a enfermeira num tom sacana (safado e filho da puta) que ela dê um “16 14 sei lá o quê”! Um código, que acredito eu, fosse para a agulha mais grossa que existisse naquele açougue, onde as pessoas com dor são tratadas quase como merda de diarréia! Nesse momento, a primeira infermeira ainda questiona: É, doutor? Aí eu retruco! Depois de sacar a cara de sacana do DOUTORZIN, tinha que retrucar, me posicionar ou explodiria mais adiante. “Cuidado com o que tu vai dar pra ela, rapaz! Cuidado!” Dessa vez, os olhos foram de ameaça mesmo! Raiva diante do descaso daquele merda que deveria estar em situação de cuidador das pessoas, não de seu carrasco.
Não sei se por sorte, mas a segunda enfermeira foi mais gentil. Embora da corja e sabendo da sacanagem do doutorzin de merda, foi mais atenciosa, acredito que por causa de nossas pequenas falas sobre dores e tudo o mais. Sangue brotando das veias da pequena, compadecimento da enfermeira e um menos mal atendimento. Não esqueço o nome dela, mas não vem ao caso citar.
O importante aqui, diante de tanto descaso, dos tantos descasos, é o significado da palavra HUMANIZAÇÃO e FRAGILIDADE. Pessoas em situação frágil precisam de uma atenção diferenciada. Com todos não dá pra ser, médico também é gente… Eu bem o sei, e concordo, mas eles precisam mesmo é ser mais PACIENTES. Se coloquem nos lugares de quem está a frente. Acho que falta se colocar no lugar do outro, já que ser o outro não dá.
Não serei paciente com gente desse tipo. A paciência busca um lugar pra se deitar, mas se cutucam ela, não tem como deixa-la quieta.

Elementos

 

A fogueira que sobe pro céu
A terra a sustentar o fogo leve e quente. A terra imóvel, carregada pelo vento e dissolvida na água.
Meditativa é a terra. Estamos aterrados!

“A água com areia, brinca na beira do mar, a água passa, a areia fica no lugar”

Ela, molhada, desce com o peso. Esquenta com o fogo e forma ondas com o vento.
Somos rios e mares dentro de nós.

O vento brinca rodando tudo ao seu redor, leve, balança a rede e estamos nela. Passa as páginas do livro da vida e levanta poeira. Excitado pelo fogo do sol, de brisas a  tempestades alisa as árvores.

O fogo balançado pelo vento esquenta a terra, a água e nos dá luz.

Cada lampejo de pensamento é fogo.
Somos água que corre dentro de nós.
Passea o ar dentro de nossas árvores internas.
A terra está em todo o corpo. Cada parte de nós é ela.

Como sentir isso imerso em tantas intempéries que conturbam nossa vista? A atenção passa! Não conseguimos atentar para os elementos dentro de nós porque temos muita informação e uma realidade difusa do lado de fora. Filhos, mães, o celular, trabalho, estradas, carro, prefeitura, lutas, ativismos, cores, distrações reais que podem ser modificadas. Esquecer a vida “comunhada”? Não, mas atentar o básico, o simples na frente de nossos olhos. Nele podemos encontrar respostas para a realidade distraída e complexa.

O parque e o mutirão

Bom dia pra quem é de bom dia e por aí vai…

Ontem (05/05), mais uma vez, os amantes do parque se juntaram por não mais que duas horas para cuidar do Parque de Capim Macio. Um mutirão de limpeza (APENAS!-?) impressionante. Só o fato de limpar o ambiente já melhora seu astral, não é? Tirar papéis, plásticos, embalagens de quentinha, garrafas pet, copos descartáveis, scanners (pasmem!!), lixos residenciais e por aí vai… Uma das razões pelas quais o parque não é desfrutado pelas pessoas.

Encontramos (quatro amantes do parque) materiais profissionais e pessoais do professor Jairo dos Santos Cardoso. Provas, listas de chamadas, contracheques, contas da CAERN, tudo em nome deste professor. Prezado JAIRO DOS SANTOS CARDOSO, se o senhor não jogou o lixo no parque, cuidado com o destino de seus resíduos para que eles não se transformem em lixo nos parques, praças, ruas…

ANTES

DEPOIS

Se você tem um scanner que não usa mais porque está quebrado, onde jogaria? No parque? Existem projetos que podem recuperar o chamado “lixo digital”. Inteire-se dos projetos na cidade de Natal. Caso não tenham mais conserto, procure um local adequado para descartar equipamentos eletro-eletrônicos.

SCANNERS?

Algumas pessoas não se contentam e jogam lixo de suas casas no parque. Cogitamos a possibilidade do feriado do dia do Trabalho, quando a coleta de lixo não passou, acumulando o resíduo de muita gente. Mas daí a colocar no parque, porque as pessoas são, não desculpem a expressão, nojentas, imundas e irresponsáveis com seus resíduos, é demais!! Comida estragada, frutas, fraldas descartáveis, latas de refrigerante, tudo que uma família não precisa fazer. Conheça uma pessoa pelo seu lixo! Essas eu não queria conhecer. Pelo menos naquele dia!

Indignação!

Diante da tristeza de vermos vestígios de comportamentos e atitudes que não condizem mais com o contexto urbano, natural e necessário para uma vida com mais qualidade, tivemos uma função nobre de melhora do ambiente. Somos felizes em fazer o parque ficar feliz, sem sujeira dos outros. Não vemos problemas em limpar nosso quintal, que pode ser de qualquer um. Cuidemos dos espaços urbanos, pois nós andamos por eles para realizar nossas necessidades de envolvimento com outra realidade, aquela da rua, que precisa ser tomado como um espaço de vivência e não só de passagem.

Mais mutirões acontecerão. Fique por dentro.

Abraços

De andada

Estamos sempre nos movimentando. Dentro ou fora de nossas caixas de desejos, andamos por vários mundos, praias e pessoas, sem falar que estes andam por nosso ser, quando assim os permitimos.

De andada por aí, tive oportunidades de ver sorrisos, lágrimas, pude ter medo, saber lidar com ele e encontra-lo meu amigo. Consegui ver luas que só se mostram quando nos despimos. Todos fazemos isso. A leveza de viver esses momentos nos faz ficar mais sensíveis a quando eles ocorrem. Só uma forma de suavizar a lua nova, de céu escuro, que muitas vezes nos nubla.

Uma vez me disseram

¨Amáveis,

Por onde começamos? Nós começamos por onde estamos. E onde estamos? Aqui. E onde é aqui? Aqui é onde você está. E quem é você? Quem?

Certa vez, uma mulher cuja vida foi uma de violência e privação se levantou perante um monge e disse: “Essa compaixão e esse amor dos quais você tanto fala, eu nunca os tive em minha vida!” Por um instante, o monge silenciou. Então, assumindo uma postura irada de mãe amorosa, o monge respondeu: “Aos dezoito anos eu estava sentado entre líderes mundiais que riam da minha cara. O meu país foi destroçado, as pessoas esquartejadas. Meus parentes, amigos e professores foram mortos. Estou impedido de voltar para minha casa.” A mulher ouvia, o coração palpitava. O monge prosseguiu: “Não há nada que eu possa fazer para aliviar a sua dor. Mas talvez eu possa oferecer algo.” Então, o monge levantou-se e, abrindo passagem por entre as demais pessoas, foi ter com a mulher. Ao se aproximar, deu-lhe o mais poderoso dos abraços maternos. …¨
Por B Xavier