Arquivo para abril \27\UTC 2012

De andada

Estamos sempre nos movimentando. Dentro ou fora de nossas caixas de desejos, andamos por vários mundos, praias e pessoas, sem falar que estes andam por nosso ser, quando assim os permitimos.

De andada por aí, tive oportunidades de ver sorrisos, lágrimas, pude ter medo, saber lidar com ele e encontra-lo meu amigo. Consegui ver luas que só se mostram quando nos despimos. Todos fazemos isso. A leveza de viver esses momentos nos faz ficar mais sensíveis a quando eles ocorrem. Só uma forma de suavizar a lua nova, de céu escuro, que muitas vezes nos nubla.

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274 elefantes sem código

O novo código florestal (minúsculo mesmo) está a ponto de entrar em vigor, se não for vetado pela presidenta Dilma Rousseff. Na minha humilde opinião, esse é um dos tratados de destruição ambiental mais irresponsável do planeta, pois diante de tantos sinais que o caminho para a sustentabilidade socioambiental conta com uma postura de conservação e preservação da matriz natural, uma nação soberana como o Brasil para, mais uma vez, nos interesses do poder de politiqueiros (bancada ruralista e seus acordos, grandes latifundiários e empresários).

Anistiar criminosos, rios com pouca ou nenhuma mata ripária proporcional, fazendas de camarão legalizadas impactando aticuns, logo estuários, berçários e rios, além de cidades mais sufocantes, com rios também desprotegidos, e as encostas e topos de morros (limpos?).

Diante de tantos protocolos e encontros internacionais que discutem a temática ambiental, que embora demandem deliberação para os termos serem debatidos, precisam ser mais ativos, de mais ação. Alguns que se dizem brasileiros – são mais investidores interesseiros – vêm com uma proposta de impacto social, econômico e ambiental que promoverá consequências de larga escala nas três instâncias.

Quem ganha com o novo código florestal? Já pensaram nisso? Ah! Mas isso não tem nada a ver comigo! Tem. Imagine que grande parte do que você come não vem dos grandes produtores de commodities, mas dos agricultores familiares. Não venho defender classes, mas esses que moram em suas terras e produzem nosso alimento não são privilegiados como os latifundiários do senado, da câmara, do Brasil. Essa é uma medida de interesse puramente econômico e elitista, não contempla a perspectiva socioecológica em benefício de uma maior parcela, desconsiderando os serviços ambientais prestados pela matriz natureza brasileira.

Esse é um grande problema para as cidades, não só dos campos. Lembram de Palmares-PE? As enchentes podem ter relação com rios sem mata ciliares (no lugar, canaviais), permitindo assoreamento, piorando o quadro de enxurrada na cidade. E as enchentes no cotidiano das grandes metrópoles brasileiras? Nada têm a ver com o novo código florestal? Não sou profeta, mas a situação de calamidade ambiental nas cidades só tende a piorar. Se os rios, em suas nascentes estiverem desprotegidos e eles correm para o mar, grande parte das cidades brasileiras sofrerão ainda mais. Sem falar na diminuição de áreas permeáveis (mata ciliar dos rios urbanos diminuem), o que vai ocasionar mais enchentes, casas inundadas e o panorama que boa parte dos brasileiros já conhece e vêem nos noticiários em época de chuva.

Esse novo código é uma falácia e o Brasil não caminha a passos de tartaruga, ele corre como 274 elefantes enfurecidos contra uma política ambiental condizente com o panorama ambiental atual e futuro no território nacional e no mundo.

VETA DILMA

Uma vez me disseram

¨Amáveis,

Por onde começamos? Nós começamos por onde estamos. E onde estamos? Aqui. E onde é aqui? Aqui é onde você está. E quem é você? Quem?

Certa vez, uma mulher cuja vida foi uma de violência e privação se levantou perante um monge e disse: “Essa compaixão e esse amor dos quais você tanto fala, eu nunca os tive em minha vida!” Por um instante, o monge silenciou. Então, assumindo uma postura irada de mãe amorosa, o monge respondeu: “Aos dezoito anos eu estava sentado entre líderes mundiais que riam da minha cara. O meu país foi destroçado, as pessoas esquartejadas. Meus parentes, amigos e professores foram mortos. Estou impedido de voltar para minha casa.” A mulher ouvia, o coração palpitava. O monge prosseguiu: “Não há nada que eu possa fazer para aliviar a sua dor. Mas talvez eu possa oferecer algo.” Então, o monge levantou-se e, abrindo passagem por entre as demais pessoas, foi ter com a mulher. Ao se aproximar, deu-lhe o mais poderoso dos abraços maternos. …¨
Por B Xavier

Pró-Atividade no Parque de Capim Macio: Impressões

By Um Zé na América e Pescando Luzes

O Parque de Capim Macio, mais uma vez, foi palco de um grande mutirão voluntário de limpeza! No sábado (14/04), foi realizada a ação, que teve o objetivo de limpar o lixo, vestígios de comportamento, coroamento de árvores com serrapiheira, delimitada por entulhos ali deixados. Prática esta não replicada na manutenção das praças e áreas abertas da cidade e é de grande importância para o desenvolvimento das plantas. Além de demarcação de trilhas, embelezamento com mosaicos de azulejos e pedras em determinados setores.

A limpeza foi necessária devido ao grau de abandono do lugar, não oficialmente abraçado pela prefeitura, portanto, acaba sendo depósito de lixo, reduto para prostituição e uso de drogas. Uma relação de causa e consequência notória: falta de políticas públicas gerando degradação social. Entretanto, o parque apresenta potencial recreativo e socioecológico, na amenização do clima, da umidade, atração de biodiversidade, infiltração de água no solo, abastecimento dos corpos hídricos subterrâneos, etc..

O mutirão foi realizado também com o objetivo de organizar o espaço para o III Brechó do Parque de Capim Macio. Acontecimento que reuniu pessoas de vários lugares da cidade, promovendo novos encontros, gente se conhecendo, escutar boa música, trocar e vender produtos usados, provar boa comida, desfrutar dança circular embaixo das árvores e muito mais.

Recentemente, Zé na América morou na cidade de Seattle – EUA e trabalhou com Restauração Florestal Urbana e Voluntariado na Ong EarthCorps, organização que mobiliza em torno de 12.000 pessoas por ano em atividades. No sábado (14), éramos em torno de 30 pessoas e foi notória a diferença que fizemos para o local, ressaltando a força dos mutirões voluntários. Imagine se dez praças em Natal, 30 pessoas em cada uma delas, se voluntariassem pela melhoria de qualidade ambiental, logo, melhor vida para a sua comunidade, bairro e cidade… Assim, desenvolvemos a prática de agentes em rede.

Independente do poder público estar presente, a sociedade pode se organizar autonomamente para suprir suas necessidades e se apropriar dos espaços urbanos. Isso é política na micro-escala. É assim que descentralizamos as tomadas de decisão e partimos para uma comunidade proativa. Esta iniciativa serve de exemplo a ser replicado e adotado por outros grupos.

O Parque de Capim Macio deixa de ser um espaço vazio, de passagem, e se transforma num lugar onde as pessoas se sentem a vontade para habitar, fazer festas e viver o ambiente.

Enfim, de quem é o parque? Ele está aberto à criatividade e à boa vontade. Ele é de todos aqueles que quiserem cuidar e viver ele. Aproxime-se, opine, contribua, ajude… É de todos e de ninguém. O parque é do parque e nós fazemos parte dele. Nós somos o parque.

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!”

Boca no trombone

Lançar-se

Concorrência