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BICICLETADA FÉ E ALEGRIA

BICICLETADA FÉ E ALEGRIA

Imagem montada a partir de inspiração de um artista que não conheço, mas taí o cartaz.

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Mais um pras estatísticas?

Podia ser!

Voltando pra casa, depois de um dia puxado de trabalho (eram umas 23:40 h), apenas 9 horinhas diretas, pedalando, pensando na minha filha que está pra nascer, minha mulher (trago um sanduíche pra ela’s). Tudo bem. Sinais abrem a meu favor, tudo verde, pedal maravilhoso de costume, com força nas coxas e cabeça de criança.

Até o momento que uma motorista me força a entrar num posto de gasolina. Mas eu nem queria! Não preciso de gasosa. Ela me dá uma bela trancada! Mas de uma maneira bem violenta! Fico indignado. Se fosse em outros tempos, nem ligaria, desviaria, teria ficado puto e ia embora apenas reclamando comigo mesmo. Mas dessa vez não. Segui essa louca até onde ela estacionara, quando já ia falando: “Minha tia, assim a senhora pode machucar um!! Pode matar um!!”

Até estacionar, ela quase atropelou uma pessoa que cruzava o posto, quase bate em um carro e na bomba de combustível. Tava boa, hein!?! Imaginei.

Um amiguinho do banco de trás do carro dela vira pra mim na maior cara lisa e faz sinal de que ela está embreagada. Como se depois disso, eu devesse pegar minha bici e deixar pra lá, pois a bixinha estava bêbada… Sabe aquele sinal de que se diz “vamo tomar uma?”, com o polegar direcionando pra a boca!!!?!?! Pois é! Tudo que eu precisava ver… Se bem que já imaginava o que estava dirigindo. Um “veículo” alcoolizado dentro de outro…

Meus dizeres mudaram: Minha senhora… A senhora mata um pai de família! Sabe o que é direção defensiva? A senhora mata um. Minha filha tá me esperando em casa, dentro da barriga da minha mulher. Ela tá de 9 meses! Acabo e sair do trabalho e vou pra casa. Sabe o que é isso!?

A pergunta dela, gritando e cambaleando, enquanto o amigo se encosta no vidro traseiro do Chevrolet prisma placa HXY5778 – Mossoró RN: Matei você?! Matei você?

Quer dizer que precisa matar pra reconhecer que fez merda?! Que pode arrancar uma vida? Que, só assim, estaria errada!?

Saí do posto, depois do espetáculo que fiz questão de armar. Foi uma oportunidade de todos ali visualizarem como podem ferir ou arrancar vidas dos outros dentro de seus carros (que podem ser armas letais). Na saída do posto, um companheiro num carro, me para e diz: Vai ao posto da rodoviária do outro lado. Fui ao posto da polícia estadual de trânsito do RN praticamente do outro lado da rua. Ou não se interessaram, ou tiveram prequiça de fazer o retorno e chegar junto daquela quase assassina. Mandaram entrar em contato com a PM, pelo 190. Chegaram, anotaram a placa, foram um pouco mais atenciosos, mas não puderam fazer nada, pois ela estava parada, comendo seu lanchinho.

Nada mais pode ser feito! Sei não… Armas livres nas mãos de bêbados…

Esse fim de semana, domingo (07/04) vai rolar um ghostbike em São José do Mipibu. Uma criança foi vítima! E ciclistas, cicloativistas, parentes e mais pessoas seguirão até o local para simbolizar mais uma vida retirada pela estupidez no trânsito. Antenem-se!

Menos violência no trânsito!

Controle urbano?

Unidades de Péssimo Atendimento, especulação imobiliária, Copa, Olimpíadas, Governança sem participação popular, empresas dominadoras, concessões gratuitas…. Absurdos que acontecem nas cidades entregues aos empresários e não partilhada para as pessoas, pelas pessoas.

Obras para educação, saúde, que tragam empregos reais e não apenas momentâneos, transportes, integração urbana. Onde elas estão?

Atchim!! Saúde! Pra quem?

Natal, Parnamirim, diversos lugares, o sistema público de saúde está doente. Não diria que o particular fosse melhor! É uma afronta ao bolso e à ética no cuidado com as pessoas. Não está as melhores maravilhas, quando pessoas que pagam e, teoricamente deveriam ter seus direitos de atendimento, têm problemas com realização de exames, cirurgias e uma sorte de causos.
Mas vamos ao que interessa! A saúde de iniciativa pública. Não, não é novidade que está doente. Espirra, tosse e esporra nos que precisam de um atendimento, no mínimo, humanizado. E não digo humanizado, no sentido de estrutura física. Esse é outro papo. Humanizar, creio eu, vem de reconhecer no outro, aquele que está precisando de ajuda médica, a vida. Somente isso.
Se faltam remédios, se os hospitais estão super lotados, ou a estrutura não é das melhores, no mínimo, alguns dos DOUTORES e DOUTORAS (minhas ressalvas contra essa expressão)têm se mostrado deveras despreparad@s para lidar com as pessoas. Sim! Somos vistos como pedaços de carne que entram em um consultório com o BUREAU do conhecimento mecânico do corpo humano e começam a nos metralhar seus problemas pessoais. Ranger os dentes e pedir para que ele não te sacaneie com uma droga que vai te deixar maluco é o mínimo que podes fazer. Diante da fragilidade de quem está do lado de cá, o descaso da expressão do tipo por parte dos que têm deuses nas barrigas: AH! Vai doer mais! É isso mesmo!
Pasmo, rangia os dentes de raiva e olhava com ódio e pena daquele ser que se acha o dono da saúde das pessoas. Mal olha para nós. Não nos diz a droga (sim, droga) que vai “receitar” (somos bolos de carne), usa de deboche e comenta com a enfermeira num tom sacana (safado e filho da puta) que ela dê um “16 14 sei lá o quê”! Um código, que acredito eu, fosse para a agulha mais grossa que existisse naquele açougue, onde as pessoas com dor são tratadas quase como merda de diarréia! Nesse momento, a primeira infermeira ainda questiona: É, doutor? Aí eu retruco! Depois de sacar a cara de sacana do DOUTORZIN, tinha que retrucar, me posicionar ou explodiria mais adiante. “Cuidado com o que tu vai dar pra ela, rapaz! Cuidado!” Dessa vez, os olhos foram de ameaça mesmo! Raiva diante do descaso daquele merda que deveria estar em situação de cuidador das pessoas, não de seu carrasco.
Não sei se por sorte, mas a segunda enfermeira foi mais gentil. Embora da corja e sabendo da sacanagem do doutorzin de merda, foi mais atenciosa, acredito que por causa de nossas pequenas falas sobre dores e tudo o mais. Sangue brotando das veias da pequena, compadecimento da enfermeira e um menos mal atendimento. Não esqueço o nome dela, mas não vem ao caso citar.
O importante aqui, diante de tanto descaso, dos tantos descasos, é o significado da palavra HUMANIZAÇÃO e FRAGILIDADE. Pessoas em situação frágil precisam de uma atenção diferenciada. Com todos não dá pra ser, médico também é gente… Eu bem o sei, e concordo, mas eles precisam mesmo é ser mais PACIENTES. Se coloquem nos lugares de quem está a frente. Acho que falta se colocar no lugar do outro, já que ser o outro não dá.
Não serei paciente com gente desse tipo. A paciência busca um lugar pra se deitar, mas se cutucam ela, não tem como deixa-la quieta.

Injustiça e irresponsabilidade social

Copa de 2014, cidade de Natal-RN e como órgãos públicos e demais (ditas) autoridades lidam com descaso. Descaso com pessoas que estão enraizadas em determinados locais e terão que sair de suas casas. Como assim? As obras de (des)mobilidade urbana, aquelas típicas, cheias de artifícios voltados para a infra-estrutura apenas.

Quanto investimento seria necessário para reestruturar estratégias de mobilidade? Provavelmente menos do que o que será roubado para construir autopista para quem? Para carros, as cidades precisam ser construídas para as pessoas. Essa é uma estratégia presente em diversos países, com programas que caminham para cidades mais sustentáveis em diversos aspectos, sem impedir o danado do desenvolvimento. Não precisamos de mais ruas e avenidas pra carros à custa de desapropriação, poluição urbana, derrubada de árvores e transtornos. São necessários investimentos em sistemas de transporte urbano mais eficientes economica e ecologicamente, socialmente inclusivo e integrando diversos modais (ônibus, metrô, VLT, .

Elas, até agora, não tiveram esclarecimentos sobre o processo de desapropriação que poderão passar no futuro. Um verdadeiro nojo que o governo do estado, a prefeitura da cidade e as secretarias envolvidas.

Dêem uma olhadela nos dois links abaixo e vejam um documentários dos alunos de Comunicação da UFRN.

http://apublica.org/2012/07/audiencia-publica-em-natal-nao-resolve-problema-dos-atropelados-pela-copa/

http://apublica.org/2012/06/os-atropelados-pela-copa/

Você que está aí parado (no engarrafamento), saia do carro e vem pro nosso lado. Se liga que mais ruas construídas de forma injusta e irresponsável podem te afetar também direta ou inderetamente…

Lançar-se

Lançar no mar e ser onda,

Energia porta-vidas

subindo e descendo nas cristas

momentos de encantamento e sumiço

não ser

ser sem saber.

Cores que de onde?

Uma água salgada que pega fogo laranja

e refletindo o sol, o mar é quente.

Um arco baleno de todas as cores com nuvens,

uma sopa de vida corre em meu corpo

e eu deslizo.

Sentindo o vento e o cheiro salgados

sou sal, sol sal, sou água e fogo do astro

Sair?

Os pés cantando curvas, corpo no ar sem medo

de todas as direções por garantia.

Minhas barbatanas se reabrem e sou peixe.

Vida marinha que se desmancha

onda que bate na areia.

Enquanto uns choram, outros vendem lenço

Ninguém chorou literalmente, mas a sociedade quase perde.

Na noite de 16/05 (ontem), um movimento de atores da sociedade civil (estudantes, trabalhadores…) se organizou para um ato contra o aumento das passagens de ônibus e em prol da melhoria do transporte público em Natal ao lado do Midway mall. A REVOLTA DO BUSÃO.

Inicialmente, fiquei intrigado com a presença do policiamento. Homens armados, com cachorros e viaturas estavam presentes, realizando a ¨segurança¨ e para manter a ¨ordem¨. Felizmente, nenhuma participação ostensiva dessa categoria foi realmente necessária.

O mais triste foi um grupo que chegou com uma postura muito arbritrária e mal politizada, no sentido de ação Política ou ato Político (P – maiúsculo). Eles queriam mesmo, era promover o atual partido político que está na prefeitura de Natal e uma prefeita que tem descrédito com a população já faz algum tempo. Tentaram desligitimizar o engajamento das pessoas que estavam ali para requerer melhores condições de mobilidade e baixa nos preços dos ônibus.

Mas peraí…

 

Os do contra e os a favor

Meu velho tio, vendo filme de bang-bang, chamava os ¨bonzinhos¨ de os ¨a favor¨, e os ¨forasteiros¨ de ¨os do contra¨.

Tá, mas o que isso tem a ver?

Ali, naquele quiprocó que se arrumou, um movimento onde todos unidos deveriam gritar juntos, existiu uma separação. Alguns manifestantes estavam com faixas de apoio à prefeita Micarla de Souza e começaram a assumir uma postura de repúdio aos estudantes (principalmente). Chamo esses que estavam do lado da prefeita, de os ¨a favor¨. Eles estavam lá para fazer defesa à prefeita, em favor da manutenção de uma gestão pública irresponsável em diversas instâncias, para quebrar o movimento, desunir pessoas, e quase conseguiram. Quase!! Disseram que se os estudantes eram contra Micarla, estavam a favor do aumento das passagens (pasmemos) e que eram comprados por empresários (HEIN?). Uma estupidez das maiores que já vi! Nunca vi um ato político tomar esse rumo. Será que é a primeira vez no mundo?

A partir do momento que existiu essa postura pró-prefeita por parte de seus comissionados (segundo alguns testemunhos), houve uma resposta do outro grupo: os do contra, pessoas que estavam ali com propósito genuíno de reclamar melhoria da qualidade de vida urbana, nesse caso, dos transportes. Retomou-se o movimento FORA MICARLA! Ele estava adormecido, ou acontecendo na microescala pessoal, mas latente aguardando o momento de reclamar uma cidade com transporte justo. Essa era a oportunidade e foi catalizada pelos comissionados da prefeitura.

Confesso que no começo fui de encontro ao grito do fora Micarla, não que goste desta gestão, mas acreditava que o ato poderia tomar outro rumo, e tomou… Tentei unir as partes, mas percebi que uma delas era mais intransigente, tinha tomado uma postura ofensiva e caluniosa, e não era desse lado que eu queria ficar. Se não pode uni-los, junte-se àqueles que tem uma proposta coerente.

Resultado!!! FORA MICARLA!!!!!

Os do contra, que são contra cidades onde seus moradores sofram com roubos aos cofres públicos, mas preferem um ambiente saudável e justo em aspectos econômicos, sociais e ecológicos era onde eu me via, onde o engajamento estava desvinculado de politicagem barata, mas embebido de indignação social e com a proposta Política de repúdio ao aumento de passagens, melhoria na qualidade de transporte urbano e, não esqueçamos, FORA MICARLAAAAAAA!!!

O grupo coerente permaneceu unido, com palavras de ordem, faixas, apitos, alegria e exigências condizentes com a qualidade de vida urbana. Que as pessoas se engajem em movimentos sociais para modificar o panorama de corrupção e descaso com a sociedade.

Não ao aumento na tarifa de ônibus, estratégias inteligente para o transporte público integrado e fora Micarla!

Que nossas cidades estejam cada vez melhores.