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Virtude

O estado é um ladrão legalizado.
Engana, sufoca, oprime.
Ilude com o “sucesso”, com a “vitória”, com o dinheiro.
Faz tu te sentir na merda, se permitires.
Ilusão idióptica!

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Riqueza Brasileira

O povo brasileiro é, de fato, rico. Imaginem, para quem faz impréstimo, que “pagamos” uma das maiores taxas de juros do mundo. Enquanto nos EUA e alguns países da Europa se paga 16-19%, em alguns de nossos vizinhos sulamericanos se paga entre 50 e 60% ao ano, no Brasil, país de “bilionários”, paga-se a bagatela de 238%.
Mas por que isso, se as bandeiras (traduzindo, agiotas dos empréstimos, cartões de crédito e bancos) são os mesmos que existem no mundo? E o pior, como é que o brasileiro aceita isso calado, mesmo sendo escancarado aos olhos e rins?
Simples! Somos ricos. Numa crítica, não me lembro agora de que personalidade americana, houve a menção de que temos a maior reserva de água do mundo, pagamos preços elevados por automóveis, alugamos e compramos imóveis a preços deveras altos e vivemos dizendo que os outros países são ricos.
O banco central (bc em minúsculo mesmo), tem instâncias de controle dessas taxas abusivas, mas segundo a porta-voz jornalística disse: “Não sei porque o bc não controla essas taxas!” Eu já posso até imaginar. Alguma coisa se ganha com as montanhas de juros que os brasileiros pagam. Nenhum deputado, banqueiro ou grande investidor tem ideia disso… Até porque, quando bancos quebram, quem ajuda é o tio bc.
O pior de tudo. Os brasileiros enchem o mês de empréstimos, pagamentos com cartões de crédito e mais, ainda estão loucos pelo consumo desenfreado e ingênuo do ponto de vista ambiental e econômico. Esse é a principal doença. Consumir é tudo!
Atente para a conta de luz, água, telefone (…) de sua casa! É um assalto! Se prestar atenção, algumas delas têm o valor das taxas maior do que a do uso do serviço. Mesmo assim, continuamos a consumir estes recursos de maneira desenfreada. Boicotes a essas concessionárias, deveriam ser o mínimo a fazer. Não falo de calote, mas de redução, para que sintam.
Se o tio bc num faz nada, por que não fazem os cidadãos? Enquanto nada for feito – Ocupy bc, boicote a cartões de crédito, reclamações em massa, redução massiva no consumo para que eles sintam na pele, que nós os financiamos -, continuaremos os cordeirinhos preferidos dos megaempressalafrários.
Um dos problemas é que queremos economizar, para consumir mais.
Segura os juros, caboco.

Atchim!! Saúde! Pra quem?

Natal, Parnamirim, diversos lugares, o sistema público de saúde está doente. Não diria que o particular fosse melhor! É uma afronta ao bolso e à ética no cuidado com as pessoas. Não está as melhores maravilhas, quando pessoas que pagam e, teoricamente deveriam ter seus direitos de atendimento, têm problemas com realização de exames, cirurgias e uma sorte de causos.
Mas vamos ao que interessa! A saúde de iniciativa pública. Não, não é novidade que está doente. Espirra, tosse e esporra nos que precisam de um atendimento, no mínimo, humanizado. E não digo humanizado, no sentido de estrutura física. Esse é outro papo. Humanizar, creio eu, vem de reconhecer no outro, aquele que está precisando de ajuda médica, a vida. Somente isso.
Se faltam remédios, se os hospitais estão super lotados, ou a estrutura não é das melhores, no mínimo, alguns dos DOUTORES e DOUTORAS (minhas ressalvas contra essa expressão)têm se mostrado deveras despreparad@s para lidar com as pessoas. Sim! Somos vistos como pedaços de carne que entram em um consultório com o BUREAU do conhecimento mecânico do corpo humano e começam a nos metralhar seus problemas pessoais. Ranger os dentes e pedir para que ele não te sacaneie com uma droga que vai te deixar maluco é o mínimo que podes fazer. Diante da fragilidade de quem está do lado de cá, o descaso da expressão do tipo por parte dos que têm deuses nas barrigas: AH! Vai doer mais! É isso mesmo!
Pasmo, rangia os dentes de raiva e olhava com ódio e pena daquele ser que se acha o dono da saúde das pessoas. Mal olha para nós. Não nos diz a droga (sim, droga) que vai “receitar” (somos bolos de carne), usa de deboche e comenta com a enfermeira num tom sacana (safado e filho da puta) que ela dê um “16 14 sei lá o quê”! Um código, que acredito eu, fosse para a agulha mais grossa que existisse naquele açougue, onde as pessoas com dor são tratadas quase como merda de diarréia! Nesse momento, a primeira infermeira ainda questiona: É, doutor? Aí eu retruco! Depois de sacar a cara de sacana do DOUTORZIN, tinha que retrucar, me posicionar ou explodiria mais adiante. “Cuidado com o que tu vai dar pra ela, rapaz! Cuidado!” Dessa vez, os olhos foram de ameaça mesmo! Raiva diante do descaso daquele merda que deveria estar em situação de cuidador das pessoas, não de seu carrasco.
Não sei se por sorte, mas a segunda enfermeira foi mais gentil. Embora da corja e sabendo da sacanagem do doutorzin de merda, foi mais atenciosa, acredito que por causa de nossas pequenas falas sobre dores e tudo o mais. Sangue brotando das veias da pequena, compadecimento da enfermeira e um menos mal atendimento. Não esqueço o nome dela, mas não vem ao caso citar.
O importante aqui, diante de tanto descaso, dos tantos descasos, é o significado da palavra HUMANIZAÇÃO e FRAGILIDADE. Pessoas em situação frágil precisam de uma atenção diferenciada. Com todos não dá pra ser, médico também é gente… Eu bem o sei, e concordo, mas eles precisam mesmo é ser mais PACIENTES. Se coloquem nos lugares de quem está a frente. Acho que falta se colocar no lugar do outro, já que ser o outro não dá.
Não serei paciente com gente desse tipo. A paciência busca um lugar pra se deitar, mas se cutucam ela, não tem como deixa-la quieta.

Tao como aparece

Mais?

CGSociety.org

Discursos

Paul Kuczynski

Essa semana farei uma abordagem diferente!! A partir das ilustrações de Paul Kuczynski (um P crítico social), teremos  perspectivas conjuntas e atuais sobre economia, meio ambiente, justiça, liberdade, política, cores que o Kuczynski facilmente nos pinta os olhos nestes sete dias. Teremos diferentes imagens cada dia.

O discurso! Pois bem, esse discurso! O nosso, dos outros… É preciso estar atento ao que falamos. Não precisamos saber tudo, e por isso mesmo precisamos de cuidado ao utilizar a ferramenta voz. o discurso do “não sei”, ou “não posso” também é válido, pois nos possibilita aprender o novo, lançar-se no desconhecido já imaginado, visualizado, sem falar que podemos ser sinceros, mostrando que temos limites, que precisam ser compreendidos, no mínimo, aceitos.

Nem todas as falas vão ao lixo, ou são lançados na sarjeta social!! Mas e os politiqueiros, cheios de gestos, enganações e artimanhas? Eles vêm com promessas impossíveis de serem cumpridas, mentiras, e o pior… acreditamos, ainda acreditamos. Se desacreditamos, nada fazemos para modificar. Nos habituamos às mentiras!

Palavras em vão lançadas aos ventos, sem alma e coração, jogadas fora sem respeito por aqueles que ouvem. Onde estão as raízes de nossas palavas? Precisamos de equilíbrio para conter as lágrimas dos olhos de quem sofre nesse sistema doente. Estar atento às palavras e suas origens.

Acidente?

Imagina quantos carros há no Brasil?

São aproximadamente 65 milhões de veículos nas ruas e o incremento em 10 anos foi de 119%. 119%? Será que temos área o suficiente para colocar carros nas ruas? E se fôssemos compensar esse impacto ambiental, quanto de área seria necessário? Coletar o CO2 emitido por esta frota exige uma área 11 vezes maior que a mata atlântica atual. O que é pouco, pois é uma das áreas críticas para conservação, com espécies endêmicas de importância incalculável para a economia que conhecemos hoje em dia.

Que tipo de acidente é esse? São dois tipos que vejo no momento, mas existem mais. O de grande escala, que coloca a arma veículo como um destruidor de qualidade de vida em termos globais, acrescentando mais Carbono na atmosfera desde a sua produção, sucateando áreas verdes nas cidades por conta de vias e autoestradas que precisam ser construídas e a saúde nos centros urbanos brasileiros, que é afetada diretamente pela má qualidade do ar, por exemplo.

Podemos citar um tipo mais grave! Os “acidentes” proporcionados pelos carros nas ruas. Quantas pessoas são atropeladas , sofrem com sequelas para o resto de suas vidas? Quantas famílias perdem entes queridos todos os anos? Só em 2007 (só em 2007, hein?) foram 37,407 MORTES. Imaginem os casos que as pessoas continuam vivas, mas em cadeiras de rodas? Isso seriam acidentes? Acidentes “programados” a acontecer! O cúmulo! Como podemos chamar de acidente?

Querem exemplos? Vejam o vídeo abaixo e imaginem como seria mais fácil conviver num mundo menos carrificado.

É preciso rever nossa matriz de mobilidade! Não podemos depender exclusivamente de veículos automotores. Que eles existem e trazem certa comodidade, função, mas eles não podem nos dominar, pois é o que acontece. Somos dominados pelo carro, mas eles são apenas uma ferramenta! Precisamos rever maneiras mais éticas de mobilidade. Ética social e ambiental e econômicas!

A integração entre transportes públicos (ônibus-metrô-trêm-…), uso da bicicleta e o mais antigo de todos os modos de mobilidade, a caminhada ou pedestrianismo. Esquecemos que somos seres de dois pés! Podemos andar! Integrar é a palavra! Precisamos nos integrar mais ao nosso ambiente, seja ele natural, urbano, rural. Se nos integrarmos, poderemos visualizar estratégias menos danosas e mais saudáveis para nós e os futuros seres.