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Só com capacete?

Bem, aqui vai um pequeno desabafo e um alívio para o cotidiano pedalado.

Quando estou com capacete, as pessoas respeitam mais minha situação de ciclista urbano. Talvez seja uma maneira de me visualizarem mais fácil, ou ainda uma perspectiva de responsabilidade que o uso do equipamento passa (como o uso do cinto de segurança ou do capacete na moto, sabe?). Talvez um estereótipo de ciclista. Não sei, mas isso eu notei.

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Ônibus, carros, motos, vans, a maioria respeitam e não dão fechadas perigosas, imprensadas, ao contrário, buzinam avisando que viram, ou depois de ver meu dedão levantado e agradecendo antes mesmo de eles chegarem perto. Tenho tido espaço!

O capacete é importante, reconheço, não apenas para a visualização, mas para a proteção da cachola. Entretanto, convivemos com milhares de pessoas que não o usam. É preciso considerar todos os ciclistas, estejam eles com ou sem capacete. A cultura do uso do capacete precisa estar subjacente ao princípio do respeito e da proteção aos menores do trânsito.

Fica minha impressão

15 ou 20? 3 ou 5?

São Paulo com temperaturas mais quentes nas madrugadas e sem chuvas a 65 dias; Rio de Janeiro com 41º durante o dia, e o pior, sem água nem pra o banho (ÁGUA!!) em algumas regiões porque as reservas que abastecem a baixada fluminense estão baixas; chuva que leva casas de pessoas no sul do Brasil; ventos fortes no Rio Grande (RS), Minas Gerais com secas brabas e por aí vai.
Abancada ruralista no congresso conseguiu aprovar a medida provisória que muda de 20 para 15 metros, a área de mata ciliar para rios de até 10 metros. Pelo que vejo, um contrasenso estúpido diante de tantas evidências de que o ambiente natural no Brasil pede conservação e preservação. Em contrapartida, tem-se dado cartas brancas para os gigantes do agribusiness, apoiando plantios assassinos, cheios de agrotóxicos da soja, milho, cana, ou para os criadores de gado.
Sinceramente, entre 15 e 20 metros, prefiro 20. O que isso tem a ver com as cidades? que é que se tem feito diante de tanta destruição institucionalizada nas áreas naturais ou urbanas?
Em Natal, temos o caso da obra de MACAQUEAMENTO da Av. Roberto Freire, que recebe uma estrutura desnecessária do ponto de vista da mobilidade urbana. Primeiro, porque vão “comer” parte de um dos maiores parques urbanos do Brasil, o Parque das Dunas, para poder implementar as 5 rodo-faixas de cada mão da avenida. Onde as pessoas ficam nessa história? Mais uma vez, a cidade está sendo construída para os carros. Depois, os 228 milhões de Reais (Quê? Hein? Essa verba, certamente vai para o bolso de muito empreiteiro) poderiam ser melhor aplicados na frota de ônibus da cidade, para montar novas estratégias de mobilidade urbana baseadas no transporte coletivo e sua integração com outros modais, como metrô, VLT, trem, regularizar vans, incentivar o uso da bicicleta e facilitar o acesso à mobilidade para as pessoas com necessidades especais (acessibilidade).
A sociedade civil tem se organizado e tentado boicotar essas atrocidades urbanas. Vivemos nas cidades e precisamos impedir a destruição natural e urbana.

Atchim!! Saúde! Pra quem?

Natal, Parnamirim, diversos lugares, o sistema público de saúde está doente. Não diria que o particular fosse melhor! É uma afronta ao bolso e à ética no cuidado com as pessoas. Não está as melhores maravilhas, quando pessoas que pagam e, teoricamente deveriam ter seus direitos de atendimento, têm problemas com realização de exames, cirurgias e uma sorte de causos.
Mas vamos ao que interessa! A saúde de iniciativa pública. Não, não é novidade que está doente. Espirra, tosse e esporra nos que precisam de um atendimento, no mínimo, humanizado. E não digo humanizado, no sentido de estrutura física. Esse é outro papo. Humanizar, creio eu, vem de reconhecer no outro, aquele que está precisando de ajuda médica, a vida. Somente isso.
Se faltam remédios, se os hospitais estão super lotados, ou a estrutura não é das melhores, no mínimo, alguns dos DOUTORES e DOUTORAS (minhas ressalvas contra essa expressão)têm se mostrado deveras despreparad@s para lidar com as pessoas. Sim! Somos vistos como pedaços de carne que entram em um consultório com o BUREAU do conhecimento mecânico do corpo humano e começam a nos metralhar seus problemas pessoais. Ranger os dentes e pedir para que ele não te sacaneie com uma droga que vai te deixar maluco é o mínimo que podes fazer. Diante da fragilidade de quem está do lado de cá, o descaso da expressão do tipo por parte dos que têm deuses nas barrigas: AH! Vai doer mais! É isso mesmo!
Pasmo, rangia os dentes de raiva e olhava com ódio e pena daquele ser que se acha o dono da saúde das pessoas. Mal olha para nós. Não nos diz a droga (sim, droga) que vai “receitar” (somos bolos de carne), usa de deboche e comenta com a enfermeira num tom sacana (safado e filho da puta) que ela dê um “16 14 sei lá o quê”! Um código, que acredito eu, fosse para a agulha mais grossa que existisse naquele açougue, onde as pessoas com dor são tratadas quase como merda de diarréia! Nesse momento, a primeira infermeira ainda questiona: É, doutor? Aí eu retruco! Depois de sacar a cara de sacana do DOUTORZIN, tinha que retrucar, me posicionar ou explodiria mais adiante. “Cuidado com o que tu vai dar pra ela, rapaz! Cuidado!” Dessa vez, os olhos foram de ameaça mesmo! Raiva diante do descaso daquele merda que deveria estar em situação de cuidador das pessoas, não de seu carrasco.
Não sei se por sorte, mas a segunda enfermeira foi mais gentil. Embora da corja e sabendo da sacanagem do doutorzin de merda, foi mais atenciosa, acredito que por causa de nossas pequenas falas sobre dores e tudo o mais. Sangue brotando das veias da pequena, compadecimento da enfermeira e um menos mal atendimento. Não esqueço o nome dela, mas não vem ao caso citar.
O importante aqui, diante de tanto descaso, dos tantos descasos, é o significado da palavra HUMANIZAÇÃO e FRAGILIDADE. Pessoas em situação frágil precisam de uma atenção diferenciada. Com todos não dá pra ser, médico também é gente… Eu bem o sei, e concordo, mas eles precisam mesmo é ser mais PACIENTES. Se coloquem nos lugares de quem está a frente. Acho que falta se colocar no lugar do outro, já que ser o outro não dá.
Não serei paciente com gente desse tipo. A paciência busca um lugar pra se deitar, mas se cutucam ela, não tem como deixa-la quieta.

O parque e o mutirão

Bom dia pra quem é de bom dia e por aí vai…

Ontem (05/05), mais uma vez, os amantes do parque se juntaram por não mais que duas horas para cuidar do Parque de Capim Macio. Um mutirão de limpeza (APENAS!-?) impressionante. Só o fato de limpar o ambiente já melhora seu astral, não é? Tirar papéis, plásticos, embalagens de quentinha, garrafas pet, copos descartáveis, scanners (pasmem!!), lixos residenciais e por aí vai… Uma das razões pelas quais o parque não é desfrutado pelas pessoas.

Encontramos (quatro amantes do parque) materiais profissionais e pessoais do professor Jairo dos Santos Cardoso. Provas, listas de chamadas, contracheques, contas da CAERN, tudo em nome deste professor. Prezado JAIRO DOS SANTOS CARDOSO, se o senhor não jogou o lixo no parque, cuidado com o destino de seus resíduos para que eles não se transformem em lixo nos parques, praças, ruas…

ANTES

DEPOIS

Se você tem um scanner que não usa mais porque está quebrado, onde jogaria? No parque? Existem projetos que podem recuperar o chamado “lixo digital”. Inteire-se dos projetos na cidade de Natal. Caso não tenham mais conserto, procure um local adequado para descartar equipamentos eletro-eletrônicos.

SCANNERS?

Algumas pessoas não se contentam e jogam lixo de suas casas no parque. Cogitamos a possibilidade do feriado do dia do Trabalho, quando a coleta de lixo não passou, acumulando o resíduo de muita gente. Mas daí a colocar no parque, porque as pessoas são, não desculpem a expressão, nojentas, imundas e irresponsáveis com seus resíduos, é demais!! Comida estragada, frutas, fraldas descartáveis, latas de refrigerante, tudo que uma família não precisa fazer. Conheça uma pessoa pelo seu lixo! Essas eu não queria conhecer. Pelo menos naquele dia!

Indignação!

Diante da tristeza de vermos vestígios de comportamentos e atitudes que não condizem mais com o contexto urbano, natural e necessário para uma vida com mais qualidade, tivemos uma função nobre de melhora do ambiente. Somos felizes em fazer o parque ficar feliz, sem sujeira dos outros. Não vemos problemas em limpar nosso quintal, que pode ser de qualquer um. Cuidemos dos espaços urbanos, pois nós andamos por eles para realizar nossas necessidades de envolvimento com outra realidade, aquela da rua, que precisa ser tomado como um espaço de vivência e não só de passagem.

Mais mutirões acontecerão. Fique por dentro.

Abraços

CUIDADO

Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma idéia inspirada. Tomou um pouco de barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter. Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado. Quando, porém, Cuidado quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome. Enquanto Júpiter e o Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora de barro, material do corpo da terra. Originou-se então uma discussão generalizada. De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa: “Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura. Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer. Mas como você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver. E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: esta criatura será chamada HOMEM, isto é, feita de húmus, que significa terra fértil.

Versão livre da fábula-mito de Hyginus

Caça-dor

De Quadrinhos Rasos

Ser perdão

Como está minha mente agora?

Na vida, estamos sempre aprendendo, sentindo e nossas peles se vêem desatentas aos processos.

Erramos.

Mas como aprender a errar? Errar é uma dádiva que nós temos. Como perdoar-nos do mal que fazemos ao nosso outro ser. Se somos todos um, partes de um todo maior que é maior que o “nós” sentido, lançamos nossos sentimentos algumas vezes ao vento.

Desatento.

Fiz sofrer o amor e sinto na pele, sem culpa, mas sinto. Está em mim. O cuidado também. Com o errar, percebi que é preciso continuar. Precisamos sempre continuar. Sofrer e amar.

A vida é uma sopa de dores e cores. Amores e sabores desfrutados e frutos. Causa e consequencia.

Aprender a ter compaixão por si, para poder “compaixonar-se” com os outros, cuidar é uma verdadeira arte de amor. Estamos aprendendo, estamos aprendendo a dizer perdão a nós, perdoando o perdão dos outros e sendo perdoados.

Sinto que o caminho se abre como os cabelos da medusa que me paralisa, me faz ser pedra mole de textura de flores. Pedra, dos seres antigos, pimórdios de espíritos da mãe terra! O Povo de Pedra. Com o vento, a água, a temperatura certa, se transformou em rochas, areia, e somos nós agora. Depois de tanto tempo aprendendo.

Perdão!

Atenção!

Amor, vida, caminhos, escolhas, seres.

Em benefício de tudo.

Ser

Perdão